Polícia confirma ossada como sendo de músico desaparecido
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(Foto: Divulgação) |
Depois de mais de oito meses de muita angústia, chegou ao
fim na tarde desta sexta-feira a esperança de que o músico Vinícius Maia
Carvalho voltasse para o convívio com familiares e amigos. Desaparecido desde
11 de janeiro deste ano, Mainha, como era conhecido, foi reconhecido por meio
de exame de DNA feito em uma ossada encontrada em Conselheiro Lafaiete, na
Região Central de Minas.
De acordo com a chefe da Divisão de Referência à Pessoa
Desaparecida, delegada Cristina Coelli, o resultado do exame feito a partir do
material genético foi concluído nesta tarde. "Recebi a confirmação de que
o DNA é positivo do departamento de biologia. O resultado aponta que a ossada é
do Vinícius Maia", conta. A delegada destacou que a família do músico foi
contatada imediatamente.
"Estamos na casa dos pais dele ainda processando a
informação", disse o cunhado de Vinícius, Leonardo Vila Real. Segundo ele,
a notícia foi recebida com muita tristeza e a família pretende se manifestar
neste sábado sobre o desfecho trágico das buscas pelo músico.
A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre o local e
as circunstâncias em que a ossada foi encontrada. O órgão apenas adiantou que
ela estava na cidade de Conselheiro Lafaiete.
Mobilização
Desde a data do desaparecimento, amigos e parentes de Mainha
se uniram em mutirões para tentar localizar o músico. Ele foi visto pela última
vez na tarde de 11 de janeiro, quando voltava do litoral capixaba, onde passou
as festas de fim de ano com a família.
Vinícius estava com o pai, de 63 anos, quando teria sofrido
um surto. Ele deu um golpe no volante do veículo, que bateu na contenção de uma
ponte que passa sobre o Rio Doce, na cidade de Rio Casca, na Zona da Mata
mineira. Conforme relato do pai, Vinícius pulou nas águas do rio, nadou até a
margem contrária, e se embrenhou no matagal.
À época, o irmão do músico, Gustavo Maia Carvalho, de 33
anos, contou que Mainha estava depressivo durante a viagem em família. “Ele
caiu numa crise profunda de depressão. Tristeza mesmo. Ninguém sabe por quê.
Passou a virada do ano na praia e dois dias antes de desaparecer começou a ter
um comportamento mais recluso e, por isso, meus pais decidiram voltar para BH”,
contou Gustavo. Oito anos antes Vinícius já havia passado por outro momento de
depressão.
Os mutirões organizados para tentar localizar Vinícius
fizeram verdadeiras varreduras pelas matas nas imediações do local onde o
músico desapareceu. Cartazes com fotos dele foram espalhados por cidades
vizinhas. Nas redes sociais também foi intensa a mobilização.
Daniel Silveira - Portal Uai