Vereadores de Manhuaçu visitam Instituto Federal em Juiz de Fora

Vereadores apresentaram um
balanço da viagem a Juiz de Fora

(Foto: E. C. Sette / TEMPO+)
Manhuaçu - Comitiva formada pelo presidente da Câmara Municipal de Manhuaçu, Maurício Júnior (PTC) e pelos vereadores Gilson César (PSDC), Jorge do Ibéria (PRB), Jânio Garcia Mendes (PTB), Eli de Abreu (PP), Paulo Altino (PR), Hélio Ferreira (PMDB) e pelo ex-vereador Nelci Alves (Teté), foi recebida em audiência pela reitoria do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IFSudesteMG) nesta terça-feira (15) na cidade de Juiz de Fora. Pela instituição de ensino estiveram presentes o reitor Paulo Rogério Araújo Guimarães e também o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional Etienne Beirão Friedrich.

Os motivos para esta reunião, de acordo com Maurício Júnior foi de buscar informações sobre a instalação do Instituto Federal de Manhuaçu (IF/Manhuaçu) que será construído no distrito de Realeza. O presidente informou que esta reunião foi agendada para que a instituição de ensino pudesse se pronunciar sobre matéria publicada na mídia de Manhuaçu no início de outubro, que destacava o início das obras já para o próximo mês de novembro e também a notícia de que esta obra seria erguida no terreno onde funcionou o almoxarifado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), naquele distrito e não mais no terreno doado pela Prefeitura Municipal de Manhuaçu, também em Realeza.

O presidente Maurício Júnior, juntamente com os vereadores Jânio Garcia Mendes, Gilson César e Jorge do Ibéria apresentaram um balanço da reunião de Juiz de Fora.

“Fomos buscar informações mais pontuais a respeito das obras do IFET, porque da forma que foi conduzido nos governos anteriores e também de modo unilateral também conduzida por este governo, deu margem a muitas especulações. Além de um grande desgaste ao sermos forçados a votar a aprovação do terreno para o IF/Manhuaçu com a faca no pescoço. Ou aprovávamos a doação ou perderíamos o instituto”, informou Maurício Júnior. Ele também justificou a viagem para apurar a informação da alteração da área onde será construído o instituto: “Ficamos sabendo que será feita a sua instalação no terreno do DNIT em Realeza. Diante disso, posicionei com alguns vereadores e todos entenderam que deveríamos sim ter informações mais concretas a este respeito”, disse o presidente.

Maurício Júnior contou que em Juiz de Fora eles obtiveram a confirmação de que realmente a sede do IF/Manhuaçu será neste terreno do DNIT. Eles foram informados pela reitoria da instituição de que já está prevista a deflagração do processo licitatório para reforma e ampliação daquele imóvel a partir de novembro. O reitor informou também que assim que confirmada a licitação, eles virão a Manhuaçu para uma audiência pública onde prestarão as informações, darão as justificativas e explicações necessárias, com um debate amplo junto à sociedade com o objetivo de verificar quais são os cursos que existem demandas aqui na região. Os vereadores receberam também a informação de que já estaria previsto no orçamento da União a quantia de R$ 4,5 milhões para a construção desta sede.

“Depois que eles concluírem esta licitação eles irão marcar a audiência pública para conhecer a demanda de nossa região. Após esta audiência, eles irão estudar quais os cursos que o Instituto Federal irá aplicar aqui. Por aqui ser a terra do café eu acredito que os primeiros cursos serão na área da agricultura”, informou o vereador por Vilanova, Jorge do Ibéria.

Em destaque vereadores de Manhuaçu
e diretoria do IFSudesteMG

(Foto: Divulgação)
O presidente da Câmara se mostrou cético a respeito da disponibilização da verba através de previsão orçamentária, por ser 2014 o ano da Copa do Mundo e o fato da infraestrutura para o torneio estar atrasada, com o Governo Federal devendo gastar somas vultosas para conclusão das obras. Por outro lado, ele sabe que existe nisso uma motivação política e por ser também um ano eleitoral, é possível que se mantenha esta previsão.

O terreno doado pela Prefeitura de Manhuaçu será utilizado no futuro, porém, ele se torna inviável para o momento. De acordo com o que foi passado aos vereadores, os trabalhos de sondagem apontaram que em alguns locais o solo firme foi encontrado a 15 metros de profundidade. Os gastos necessários para a execução da obra naquele local tornaria o projeto bastante oneroso. E com a aquisição do terreno do DNIT e a perspectiva de reforma de um prédio existente no local e construção de outros prédios, além dos custos reduzidos há também a questão menor de tempo para a sua conclusão, podendo manter a previsão de início dos cursos para o segundo semestre de 2014.

“A reitoria entendeu que no terreno original, dificilmente poderia se manter a previsão do IF/Manhuaçu funcionar no próximo ano. Eles nos informaram que somente após o entendimento da transferência do terreno do DNIT para a instituição foi possível se manter este prazo”, explicou o vereador por Realeza, Jânio Garcia Mendes.

“No terreno doado pela prefeitura serão construídos vários platôs de acordo com a demanda da instituição através de seu crescimento. A princípio eles irão reformar o prédio existente no terreno que era do DNIT e segundo nos foi informado eles já têm disponibilizado R$ 1 milhão para esta reforma. A previsão desta licitação é agora para novembro, deixando claro que a Câmara estará novamente entrando em contato com a reitoria do IFSudesteMG para já estar agendando esta audiência pública”, destacou o vereador pelo distrito de Vilanova Gilson César.

No local onde será instalado o IF/Manhuaçu existe hoje a sede da 272ªCia da Polícia Militar e o 1º Pelotão de Realeza. Porém, os vereadores foram informados pela reitoria que este espaço utilizado pela PM será mantido, até mesmo por uma questão de segurança, principalmente para os cursos que serão ministrados no período noturno.

Os vereadores destacaram o empenho da reitoria do IFSudesteMG em manter o projeto do IF/Manhuaçu. Todos os procedimentos necessários para a transferência do terreno do DNIT para a instituição partiu da negociação iniciada e mantida por eles junto ao Governo Federal.

Local já está sendo preparado para início das obras (E). Prédio será reformado para abrigar reitoria do IF-Manhuaçu. Galpão à direita será demolido
(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

Com informações TEMPO+ (tempomais.com)
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Professor: Ontem e hoje o profissional que forma cidadãos

(Foto: Divulgação)
Manhuaçu - No último dia 15 o Brasil comemorou o Dia do Professor. A data é alusiva à lei instituída no período do Brasil Império, por D. Pedro I, que determinava que “em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos, haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias”. Esta lei foi promulgada em 15 de outubro de 1827.

A homenagem é justa como reconhecimento da sociedade para com este profissional que forma os demais profissionais. Ele é mal remunerado e desvalorizado quando comparado a outras profissões. Porém, o professor antes de tudo, é um artista que procura dar aos seus alunos o conhecimento e a condição de se apresentarem como cidadãos no mundo.

Atualmente os professores têm um papel social maior, precisando estar mais envolvidos e engajados no exercício da profissão, pois as metodologias de ensino mudaram muito nos últimos anos. O professor deixou de ser visto como o todo poderoso da sala de aula, o detentor do saber, o dono da razão, e foi reconhecido como o instrumento que proporciona a circulação do conhecimento dentro da sala de aula. Ele é o mediador entre os alunos.

Para destacar esta data importante esta reportagem faz uma abordagem da escola pública em nossa região, do passado e do presente, ouvindo duas profissionais de ensino que educaram alunos em épocas diferentes dentro de uma mesma instituição.

Ao longo dos últimos anos não apenas a metodologia de ensino mudou, mas também a atenção do Estado para com os jovens sofreu grande alteração. Hoje o aluno recebe maior condição de estar presente em uma sala de aula. Mas isso já foi muito diferente e em um passado recente. Em entrevista com a dona Jary Coelho, ela contou como eram difíceis tanto para professores como para os alunos se manter na escola. Dona Jary é professora aposentada que lecionou entre 1962 e 1986 na Escola Estadual Dr. Eloy Werner de Realeza e na Escola Estadual Maria de Lucca Pinto Coelho em Manhuaçu, além de ter trabalhado na Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Manhuaçu.

Ela contou que nos anos 60 e 70 do século passado os governos não ofereciam tantas condições para que as crianças e os jovens pudessem estudar. Segundo ela, no distrito de Realeza, onde se iniciou nesta profissão, havia uma única edificação com duas salas de aula separadas por uma varanda que também era utilizada como uma terceira sala de aula. Quando ventava, estes alunos tinham que juntar seus materiais rapidamente e correrem para o interior de uma das outras salas de aula.

“Isso era em dias de sol, para correr da poeira ou em dias de chuvas. E para complicar ainda mais, ao lado da escola passava uma rede de esgoto ao céu aberto e eventualmente algum material escolar dos alunos caía lá dentro, ao ser jogado pelo vento. E o professor que lecionava nesta varanda tinha que chegar mais cedo para limpar o local, já que ali também era dormitório de cabritos”, contou a ex-professora.

Apesar de alguns problemas serem específicos de uma escola ou de outra, com muitas não possuindo problemas semelhantes ao qual ela passou no início de sua carreira, na grande maioria, apontou a professora aposentada, as dificuldades eram as mesmas. Ao contrário do que acontece hoje, os alunos tinham que comprar todos os seus materiais didáticos e não havia transporte escolar. Alguns alunos que residiam na zona rural andavam a pé por até oito quilômetros para poderem chegar à escola. Não havia merenda e nem mesmo banheiro. Não havia mimeógrafos ou qualquer outro meio para que o professor aplicasse exercícios ou provas. “Cada aluno era obrigado a possuir dois cadernos de cada matéria. Pois o professor tinha que levar um destes cadernos para sua casa e passar todos os exercícios em um por um. Isso tomava muito o tempo do profissional fora de seu período de trabalho, fazendo de sua casa uma extensão da escola e sem receber a mais por isso”, explicou dona Jary.

Mas ela destacou que apesar de todas as dificuldades, existia uma autoridade dentro da sala de aula que permitia aos alunos se formarem como cidadãos que respeitavam os mais velhos. Hoje ela ressente disso, pois o que se vê através da mídia, é que o professor se tornou um refém do sistema que inibe a sua autoridade.

As dificuldades apontadas pela ex-professora é coisa do passado. Hoje os governos desembolsam vultosas quantias provenientes de suas arrecadações para a Educação. Os alunos recebem materiais didáticos custeados pelo Governo, recebem transporte escolar gratuito. A alimentação também melhorou muito. Os alunos não são mais obrigados a levarem consigo uma merendeira com leite e pão para se alimentarem durante o horário do recreio. A própria metodologia escolar alterou bastante desde a retomada da democracia na segunda metade da década de 1980.

Porém, os profissionais atuais questionam os inúmeros programas oferecidos pelos governos. Para eles muitos governantes estão mais preocupados em fazerem políticas publicitárias sobre os programas implantados, que possa dar retorno nas urnas, do que propriamente os resultados positivos que eles possam trazer.

A reportagem ouviu também Adriene Pimentel Vieira. Ela é professora há 26 anos e atualmente leciona História na Escola Estadual Eloy Werner. Adriene foi aluna de dona Jary e é sua sucessora na mesma matéria. Ela aproveita seus conhecimentos dentro da própria área em que atua para fazer uma avaliação do ensino atual. Para a professora, não apenas a metodologia de ensino mudou, como a própria formação do profissional também sofreu grande alteração. Antes era necessário o curso de magistério, que preparava o professor para a profissão.

“No início, a educação exigia muito do aluno na questão da leitura, da escrita e da interpretação. Mas ainda na faculdade já entendíamos que com as mudanças que estavam ocorrendo no país, a escola também deveria sair daquele estilo formal. Começamos a trabalhar a educação construtivista”, disse Adriene.

Mas a professora destacou os problemas enfrentados com a implantação desta nova metodologia. Ela foi imposta pelo Estado, porém sem orientar o professor para estas mudanças. Isso fez com que a Educação de um modo geral caísse muito o nível nas escolas públicas. Houve também a alteração da terminologia, extinguindo o antigo 1º e 2º grau e criando o ensino fundamental e ensino médio, mas sem com isso melhorar a qualidade do ensino.

“Existem alunos do ensino médio que não sabem nem mesmo fazer uma interpretação de texto. O sistema se tornou um facilitador do aluno para passar de ano com os programas desenvolvidos para este fim” destacou.

Mas Adriene reconhece que as novas tecnologias que se tornaram acessíveis aos jovens tem permitido que eles pudessem ter maior acesso à informação e com isso apresentem um diferencial positivo no aprendizado. Hoje o jovem possui uma visão mais ampla do mundo. E antigamente os alunos recebiam uma educação imposta pelos livros, que eram determinados pelos governos de acordo com os seus interesses, como aconteceu durante o regime militar.

A professora faz coro com a maioria dos demais colegas de trabalho que acreditam que a escola moderna precisa se adaptar às novas mídias para poder alcançar os alunos. É um grande desafio como tem sido ao longo dos tempos. Mas com o advento da internet a educação precisa se reciclar em períodos mais curtos de tempo, mas dando condições dignas de trabalho ao professor, com salários que permitam ao profissional se dedicar integralmente à sua função, que é educar.


Com informações TEMPO+ (tempomais.com)
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Deputado garante recursos para Durandé e Pedra Bonita

Deputado João Magalhães se reuniu com o prefeito
Trovão Vitor de Pedra Bonita

(Foto: Divulgação)
Pedra Bonita e Durandé - Em mais um encontro com lideranças e prefeitos da região, o deputado João Magalhães fez novas visitas às cidades de sua base eleitoral. Além de ouvir das demandas, a visita do parlamentar garantiu recursos para novos projetos em Durandé e Pedra Bonita.

Durante o encontro com o prefeito Lauro Simão, João Magalhães discutiu novas ações a serem executadas em favor do município. Ele anunciou também a liberação de meio milhão de reais para o patrolamento das estradas rurais de Durandé e a construção de uma creche do Pró-Infância.

O prefeito Lauro Simão agradeceu a parceria e atenção com Durandé e reafirmou, como de costume, o seu compromisso com o deputado João Magalhães, que tem levado de forma atenciosa até o Governo de Minas e ao Governo Federal os pleitos de Durandé.

Prefeito de Durandé, Lauro Simão, também
se reuniu com o parlamentar

(Foto: Divulgação)
Outro importante encontro foi com o prefeito Trovão Vitor, de Pedra Bonita. O Deputado João Magalhães anunciou recursos da ordem de meio milhão de reais para o início das obras de construção de um centro de eventos / parque de exposição na cidade.

O prefeito Trovão Vitor agradeceu o empenho do deputado nesse convênio e aproveitou a ocasião para registrar a importância dessa parceria. “Quero dizer do meu sincero agradecimento ao deputado João Magalhães por essa liberação de recursos”.

João Magalhães reforçou que seu trabalho tem se pautado por estar ao lado das questões municipais. “As lideranças, prefeitos, vereadores e nossos parceiros sabem da minha dedicação com os municípios da minha base. Agora com o prefeito Trovão Vitor, envidaremos todos os esforços no sentido de buscar as melhores ações em prol de toda a população de Pedra Bonita”.


Com informações da assessoria de imprensa
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Obras para o Instituto Federal de Manhuaçu devem iniciar no próximo mês

Área de sete mil metros quadrados abrigará reitoria
e demais prédios do IF-Manhuaçu

(Foto: E. C. Sette / TEMPO+)
Realeza - Em visita à cidade de Manhuaçu no último final de semana para participar de uma reunião com partidários, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) transmitiu a notícia de que o início das obras para instalação do Instituto Federal (IF/Manhuaçu) deverá acontecer já no início do mês de novembro deste ano.

Ele passou aos presentes que devido ao trabalho de terraplenagem do terreno doado pela Prefeitura Municipal de Manhuaçu no distrito de Realeza, as obras naquele local apenas poderiam ser iniciadas após o período das chuvas, a partir de março de 2014. E isso, segundo foi transmitido na reunião, atrasaria muito o início do funcionamento da instituição em nossa região.

E ainda de acordo com o que o deputado passou aos presentes, o terreno da antiga sede e almoxarifado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Realeza foi definido como sede da reitoria da instituição federal. Este local já estava sendo cogitado nos últimos meses e era considerada como certa a sua transferência, uma vez que o espaço pertence ao Governo Federal e se encontrava ocioso há vários anos.

“O deputado federal Reginaldo Lopes nos informou que as obras de reforma e ampliação no antigo DNIT irão começar no próximo mês e que para isso já existe uma soma de dinheiro disponibilizada ao Instituto Federal. Como podemos ver através de parceria com a Prefeitura de Manhuaçu, uma máquina já se encontra aqui no local realizando a limpeza da área. O objetivo é a reforma do prédio existente e construção de outros anexos, para que o IF/Manhuaçu se torne uma realidade para os alunos já em 2014”, disse o vereador pelo distrito de São Pedro do Avaí Francisco de Assis Dutra, o Chico do Juquinha (PT), durante visita na tarde de ontem no local onde será a reitoria da instituição em Realeza.

Em entrevista concedida no início do mês de setembro, o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IFSudesteMG), Etienne Beirão Friedrich havia informado que durante as muitas ações para escolha do local onde funcionará o Campus Manhuaçu em caráter provisório, surgiu a possibilidade de ser utilizada a antiga sede e almoxarifado do DNIT em Realeza. Naquela oportunidade ele informou que o local necessitava de obras de reformas e adaptações, mas a área de sete mil metros quadrados atende perfeitamente às necessidades iniciais da instituição.

O IF/Manhuaçu irá restaurar o prédio existente no local, que segundo avaliação realizada pelo Corpo de Bombeiros de Manhuaçu se encontra em perfeitas condições. Alguns galpões serão demolidos para a construção de prédios para instalação de salas de aulas. A previsão é de que ainda no primeiro semestre de 2014 o espaço ofereça condições de funcionamento.

Vereador Chico do Juquinha (PT) em visita ao local onde será construído o Instituto Federal (E) Máquina realiza limpeza da área para início das obras (D)
(Fotos (. C. Sette / TEMPO+)

Com informações TEMPO+ (tempomais.com)
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Escola de Realeza comemora Dia Nacional do Deficiente Auditivo

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)
Realeza - Na quinta-feira (26) a Escola Estadual Dr. Eloy Werner, localizada no distrito de Realeza comemorou o Dia Nacional do Deficiente Auditivo. A instituição de ensino possui três alunos nesta condição e tem se tornado referência na inclusão junto à comunidade escolar. E para destacar que se preocupa com a autoestima destas crianças, decidiu realizar em seus dois turnos apresentações para marcar a data.

O objetivo, segundo os intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Rafael Carneiro Maximiano e Rosimar de Almeida Ferreira é fazer com que tantos os alunos com a deficiência auditiva, quanto àqueles que não possuem este problema, possam conviver em igualdade no mesmo ambiente.

“A finalidade deste evento é mostrar para estes alunos que eles são importantes para o conteúdo da escola. E acreditamos que alcançamos o nosso objetivo, pois toda a apresentação foi feita através da língua de sinais, com uma inteiração entre todos os alunos da escola. E esta inteiração mostrou para estes alunos que eles são importantes e úteis para toda a comunidade”, destacou o intérprete Rafael.

Para ele é importante que a criança deficiente auditiva se sinta incluída na comunidade, que tenha condições de se comunicar com todos, compreendendo as pessoas e se fazendo compreender por elas. Através desta inteiração os profissionais acreditam que possam eliminar o preconceito contra os deficientes.

“Geralmente estes alunos se sentem inferiores aos ouvintes e este evento quis mostrar para eles que são todos iguais. Às vezes inserem estes alunos na escola, mas não preparam o ambiente para recebê-los. A escola está aberta a estes alunos e sempre procura dar a eles a sensação de que são iguais aos demais. E este evento envolveu a escola toda, sendo visível a felicidade nas expressões de seus rostos. Isso é gratificante, porque nós estamos levando a inclusão realmente a sério”, ressaltou a intérprete Rosimar.

Durante a visita à instituição de ensino a reportagem presenciou e confirmou esta inteiração. Todos as crianças das classes dos alunos deficientes auditivos aprendem juntos a linguagem de sinais e foi notado diálogos entre eles através desta linguagem. A reportagem constatou que a inclusão é real, já que não foi percebida nem uma atenção especial aos alunos surdos e nem uma exclusão deles nos grupos de crianças. Eles eram tratados como iguais por todas as crianças.

O diretor da escola, Júlio Caetano Dias falou sobre esta inteiração percebida pela reportagem: “Acreditamos que para estas crianças, a convivência em comunidade será mais fácil quando forem adultos, pois saberão se comunicar e ser compreendidos por boa parte da população” disse.

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)
Dia Nacional

A comunidade surda no país comemora no dia 26 de setembro o Dia Nacional do Deficiente Auditivo. Nesta data, são relembradas e comemoradas as lutas por melhores condições de bem-estar, dignidade e cidadania para os surdos, bem como é uma chamada à reflexão sobre a inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade brasileira, nos questionando se elas estão tendo seus direitos respeitados.

A data foi escolhida em razão de ter sido o dia da inauguração da primeira escola para surdos no Brasil, em 1857. Com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro (atualmente INES — Instituto Nacional de Educação de Surdos), a instituição foi fundada pelo professor francês Ernest Huet, que era surdo.

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)
(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)

(Foto: Divulgação / E. E. Dr. Eloy Werner)

Com informações TEMPO+ (tempomais.com)
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Comandante da 272ª Cia da PM fala sobre criação da unidade

Capitão Adenilson Damasceno do Amaral,
comandante da 272ª Cia de Realeza

(Foto: E. C. Sette / Diário de Manhuaçu)
Realeza - O capitão Adenilson Damasceno do Amaral, comandante da 272ª Cia de Polícia Militar concedeu entrevista para falar sobre a implantação desta unidade no município. As Companhias 272ª e 273ª foram criadas pelo atual comando do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) com o objetivo de tornar a corporação ainda mais próxima das comunidades que se encontram na área de abrangência deste batalhão.

A 272ª Cia está funcionando ainda em caráter provisório na sede de seu 1º Pelotão localizado no distrito de Realeza. Desde a sua implantação, já se estudava que a sede desta unidade seria naquele distrito, devido à excelente localização desta comunidade, que além de estar situada em uma região central da área sob responsabilidade desta Cia, também se encontra no entroncamento das duas rodovias federais que cortam o município de Manhuaçu, BR-262 e BR-116, permitindo fácil deslocamento pela região. De acordo com o comandante Adenilson, por suas características estratégicas, será natural a escolha de Realeza como sede definitiva da Companhia.

O comandante falou da imensa área de atuação do 11º BPM quando de sua criação no ano de 1963. Naquela época a corporação era responsável por 64 municípios. Com o passar dos anos algumas cidades como Ponte Nova e Caratinga passaram a contar com companhias independentes, cabendo atualmente 24 municípios sob a responsabilidade do batalhão. Ele informou que até então, o 11º BPM contava apenas com duas companhias operacionais, que são aquelas que possuem responsabilidades territoriais diretas sobre a segurança pública, sendo a 72ª com sede em Manhuaçu e responsável por 12 municípios e a 29ª Cia com sede em Manhumirim e também responsável por outros 12 municípios.

“Com as demandas do policiamento ostensivo diante do crescimento da cidade de Manhuaçu e das demais cidades da região, chegou-se à conclusão que duas companhias apenas não estavam atendendo as expectativas na questão de segurança. No ano passado o comando do 11º BPM designou uma comissão para fazer um levantamento sobre as condições da atuação da Polícia Militar até então e das expectativas futuras. A partir deste estudo foram apresentadas sugestões ao comando propondo a criação de mais duas companhias e assim foi feito”, explicou o capitão.

Sargento Marcos Goulart e comandante Adenilson
Damasceno, diante da 272ª Cia e 1º Pelotão de Realeza

(Foto: E. C. Sette / Diário de Manhuaçu)
Segundo o comandante, devido à grande demanda da cidade de Manhuaçu, após a criação das duas novas companhias, a 72ª Cia passou a atuar somente na cidade de Manhuaçu, distrito de Ponte do Silva e entorno rural da cidade. E coube à 272ª Cia todos os demais distritos de Manhuaçu e as onze cidades que antes estavam sob responsabilidade da 72ª. Já a 273ª Cia é uma unidade sem responsabilidade territorial, sendo uma companhia de recobrimento, com a responsabilidade de apoiar as outras três companhias e com sua sede no 11º BPM, fazendo parte de suas atividades o Pelotão de Choque e o Canil. “Com estas novas companhias está havendo maior potencial para atender às atividades de segurança pública dos 24 municípios que fazem parte do batalhão”, afirmou o comandante.

O comandante Adenilson explicou a forma de trabalho da Polícia Militar para poder descrever as vantagens para todas as comunidades circunvizinhas de Manhuaçu, a partir da criação da 272ª Cia. “Quando nós temos uma companhia instalada em uma região, nós temos um documento que determina quantos cargos existem ali, cabos, soldados, sargentos, tenentes, capitães que têm ali. Assim ela será suprida de acordo com a previsão. Com a criação da 272ª Cia com a sua sede em Realeza aumentou a previsão de efetivo. No primeiro momento o que acrescentou de fato com a sua criação foi a minha vinda, a vinda do sargento Marcos Goulart para me auxiliar e a vinda do tenente Gonçalves, que também comanda o 1º Pelotão de Realeza. De imediato houve um ganho pequeno de três policiais militares e estamos recebendo mais uma viatura. Será uma atividade de médio e longo prazo, porém, para os próximos recrutamentos que o Estado realizar, como formação de soldados, formação de sargentos, nós seremos contemplados com a distribuição deste efetivo”, disse.

Uma diferença imediata que a população dos distritos de Manhuaçu já sentirá, segundo o comandante Adenilson é que todas as situações de policiamento ostensivo, eventos festivos ou denúncias que antes eram tratadas em Manhuaçu, agora passaram a ser tratadas em Realeza, pelo pelotão e pela companhia, evitando o deslocamento até à cidade.

A 272ª Cia conta com quatro pelotões, sendo: 1º Pelotão (sede em Realeza) com a responsabilidade sobre os distritos de Realeza, Santo Amaro de Minas, Vilanova, São Pedro do Avaí, São Sebastião do Sacramento e Dom Corrêa, no município de Manhuaçu e pelos municípios de Luisburgo, Reduto e São João do Manhuaçu; 2ª Pelotão (Sede em Simonésia), com responsabilidade sobre os municípios de Simonésia e Santana do Manhuaçu; 3º Pelotão (sede em Abre Campo) com a responsabilidade sobre os municípios de Abre Campo, Sericita e Pedra Bonita e 4º Pelotão (sede em Matipó) com responsabilidade sobre os municípios de Matipó, Caputira, Santa Margarida, distrito de Padre Fialho (Matipó) e distrito de Ribeirão São Domingos (Santa Margarida).

O primeiro comandante da 272ª Cia, capitão Adenilson Damasceno do Amaral atua há 23 anos na PM, ele se formou como soldado no ano de 1991 e foi aspirante de oficial em 2000. Trabalhou nas cidades de Itabira, São Domingos do Prata e Ipanema. Como tenente atuou por três anos em Manhuaçu. Tornou-se capitão em 2009 sendo comandante na cidade de Rio Casca e foi também comandante da 72ª Cia de Manhuaçu, trazendo sua experiência de comando para a nova companhia de Realeza.

O horário administrativo da 272ª Cia é de 8h30 às 18 horas nas segundas, terças, quintas e sextas e na quarta-feira de 8h30 às 13 horas. Ela está localizada juntamente com a sede do 1º Pelotão às margens da rodovia BR-116 ao lado do antigo almoxarifado do DNIT em Realeza. O telefone é (33) 3331-1078.


Com informações do jornal Diário de Manhuaçu
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11º Batalhão da PM cria a 272ª e 273ª Cia em Manhuaçu

Comandante da 272ª Cia, capitão Adenilson
Damasceno do Amaral e sargento Marcos Goulart

(Foto: E. C. Sette / Diário de Manhuaçu)
Manhuaçu - O Comando do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Manhuaçu implantou duas novas Cias na cidade, que agora conta, além da 72ª Cia, também com a 272ª e 273ª Cia no município. De acordo com o comando, esta implantação tem como principal objetivo aumentar a segurança em toda a região. A partir da criação das duas novas Cias de Polícia Militar, a 72ª passará a atuar somente na cidade de Manhuaçu, distrito de Ponte do Silva e entorno rural da cidade.

A 272ª Cia será responsável pelos demais distritos do município de Manhuaçu e das cidades de Santana do Manhuaçu, Simonésia, Luisburgo, Reduto, São João do Manhuaçu, Abre Campo, Sericita, Pedra Bonita, Matipó, Caputira, Santa Margarida, distrito de Padre Fialho (Matipó) e distrito de Ribeirão São Domingos (Santa Margarida). Ela irá absorver os pelotões da PM já existentes nestas localidades, além do recém-implantado Pelotão de Realeza. E a 273ª ficará baseada no 11º BPM e terá como ação o reforço para as demais Cias da área de atuação deste batalhão.

A sede da 272ª Cia deverá estar baseada no distrito de Realeza. De acordo com o Comando do 11º BPM a escolha se deve à excelente localização desta comunidade, que além de estar situada em uma região central da área sob responsabilidade desta Cia, também se encontra no entroncamento das duas rodovias federais que cortam a região, BR-262 e BR-116, permitindo fácil deslocamento pela região. Ela deverá estar instalada na sede do recém-instalado pelotão neste distrito.

Em entrevista ao jornal DIÁRIO DE MANHUAÇU o Tenente-coronel Wanderson Santiago, comandante do 11º BPM falou sobre a implantação da 272ª Cia e do 1º Pelotão de Realeza. Ele recordou o histórico recente do distrito quando ali foi instalado um pelotão no período em que comandou a 72ª Cia de Manhuaçu.

“Nós temos que fazer um retorno no tempo para falar sobre a possível instalação desta Cia no distrito de Realeza. Eu aqui tive como comandante da 72ª Cia por seis anos e saí daqui ao final de 2007, quando fui comandar a 22ª Cia independente na cidade de Caratinga, onde permaneci por cinco anos. E tive a grata satisfação de retornar a Manhuaçu na situação de comandante do 11º Batalhão. E enquanto eu tive aqui como comandante da 72ª Cia, tivemos a ideia de levar ao comandante do batalhão na época, o então Tenente-coronel Geraldo Henrique a proposta de uma sede de pelotão no distrito. Deste modo instalamos ali o 3º Pelotão que era comandado pelo então sargento Gonçalves, com um efetivo e viaturas condizentes com o que estávamos implantando, com a sede própria instalada às margens da rodovia BR-116”, lembrou o Tenente-coronel.

Comandante do 11° BPM, tenente-coronel Santiago,
falou sobre a criação das companhias

(Foto: Diário de Manhuaçu)
O Comandante Santiago falou da oportunidade de reimplantar o pelotão de Realeza após seu retorno à Manhuaçu e, que nos últimos anos havia passado à condição de somente um destacamento.

“Quando retornei ao comando, nós não podíamos de forma nenhuma deixar de colocar nossa personalidade de comando. E nessa personalidade de comando, nós entendemos que aquilo que tinha sido mudado em relação a retornar a fração de Realeza a uma sede de destacamento, pelo histórico que já tínhamos quando aqui comandávamos e pela necessidade que nós víamos em relação às localidades, nós tínhamos necessidade de retomar esta proposta que tínhamos à época e coloca-la novamente em evidência como a personificação de comando. Este tipo de manifestação de comando é entendida e respeitada, pois nós temos cada um a sua forma de comandar, agir com respeito às pessoas e agir da forma que achamos que convém”, explicou.

O comandante Santiago informou que seria natural que ele retornasse com o pelotão de Realeza, que já foi implantado, sendo uma realidade para a segurança dos distritos de Manhuaçu. “Voltamos para o distrito, mas não com o sargento Gonçalves e sim, com o tenente Gonçalves em seu comando, com um efetivo que estamos retomando e um número de viaturas que necessário para que possamos fazer um policiamento de uma maneira mais tranquila e necessária para atender as comunidades e a região como um todo, voltado para o patrulhamento rural” disse.

Para o comandante, seria natural, diante desta experiência na região, que a 272ª Cia tenha a possibilidade de ter a sua sede junto ao pelotão de Realeza: “Surgiu a possibilidade, sendo que já está em passos acelerados para que ali nós possamos também colocar a sede da Cia que cuida já das frações circunvizinhas”, explicou.

A 272ª Cia conta com quatro pelotões, sendo: 1º Pelotão (sede em Realeza) com a responsabilidade sobre os distritos de Realeza, Santo Amaro de Minas, Vilanova, São Pedro do Avaí, São Sebastião do Sacramento e Dom Corrêa, no município de Manhuaçu e pelos municípios de Luisburgo, Reduto e São João do Manhuaçu; 2ª Pelotão (Sede em Simonésia), com responsabilidade sobre os municípios de Simonésia e Santana do Manhuaçu; 3º Pelotão (sede em Abre Campo) com a responsabilidade sobre os municípios de Abre Campo, Sericita e Pedra Bonita e 4º Pelotão (sede em Matipó) com responsabilidade sobre os municípios de Matipó, Caputira, Santa Margarida, distrito de Padre Fialho (Matipó) e distrito de Ribeirão São Domingos (Santa Margarida).


Com informações do jornal Diário de Manhuaçu
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Escola de Realeza dinamiza programa de inclusão de alunos especiais

Aluno Surdo Roney juntamente com Intérprete
Rafael Maximiano que coordenou todo o Projeto

(Foto: Divulgação)
Realeza - A Escola Estadual Dr. Eloy Werner, localizada no distrito de Realeza está colocando em prática o plano de inclusão para os seus alunos especiais, e realiza projetos para desenvolver a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O projeto foi desenvolvido através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), onde durante o período de 10 de junho a 15 de julho todos os alunos frequentes neste projeto tiveram aulas teóricas e práticas para aprender alguns itens da língua de sinais como saudações, cultura dos surdos e a história da língua. Os alunos estiveram sempre acompanhados pelo intérprete de Libras Rafael Carneiro Maximiano, coordenador do projeto e também por alguns professores, que se colocaram a disposição juntamente com a direção da escola, na pessoa de seu diretor, Júlio Caetano Dias, que incentivou e apoiou todo o trabalho realizado.

A professora Michelle Oliveira também se propôs a trabalhar com esse conteúdo na disciplina que leciona. Para ela, a partir do momento que a escola passou a acolher os alunos especiais, precisou se adaptar à nova realidade e dispor em seu quadro de funcionários de pessoas capacitadas para esta função. Mas ela afirma também que não basta somente isso, apesar da escola possuir agora estes profissionais, se torna necessário que todo o ambiente escolar se integre a esta realidade, para que estes alunos se sintam realmente parte da escola.

Profª Michelle Oliveira
(Foto: Divulgação)
“Nós professores encontramos muita dificuldade em ministrar aulas inclusivas devido à falta de formação específica nesta área, durante muito tempo esta formação não fez falta, pois não tínhamos alunos com necessidades especiais, hoje essa realidade é bem diferente, a escola já tem alguns alunos surdos, autistas e cadeirantes que precisam de pessoas capacitadas para atendê-los. A escola tem professores de apoio preparados para atender os alunos com necessidades especiais, mas estes alunos precisam interagir com todos e isso é fundamental para que se sintam bem no ambiente escolar. Pensando nisso o professor de Libras, Rafael, desenvolveu um belíssimo trabalho com algumas turmas do Ensino Fundamental e Médio, ele deu noções básicas da Língua de Sinais para que professores e alunos pudessem se comunicar com os alunos surdos que estudam nessa escola”, disse Michelle.

Ao final do curso, o resultado desta experiência era encarado como positiva pelo coordenador, os professores e também pelos alunos.

“Nós alunos da Escola Estadual Dr. Eloy Werner tivemos a oportunidade de termos aulas práticas sobre Libras sendo passadas noções básicas. Aprendemos frases do dia a dia, localidades, tempo, humor, frases para nos ajudar a compreender quem tem essa deficiência. Em minha opinião é importante e valiosa para toda a classe e deveria ser oferecido a todas as redes de ensino”, comentou o aluno Wallace Brito da Silva.

“Foi importante assistir as aulas de Libras, com elas aprendemos a nos comunicar com pessoas especiais, podendo assim fazê-las sentir incluídas na sociedade e sentir-se bem no convívio social. Mais importante ainda foi aprender a nos comunicarmos com o nosso colega de sala utilizando sua própria Língua”, completou a aluna Neura Lopes.

“Poderia ter começado desde o início do ano, porque foi muito boa esta experiência que tivemos. Pois não sabíamos como nos comunicar com as pessoas que não podiam ouvir e nem falar. Agora temos uma ideia de algumas coisas aprendendo tudo em pouco tempo. Achamos uma boa ideia este tipo de aula e além de tudo é muito importante a aula de Libras, porque as pessoas que têm esse tipo de problema não sabem o que nós estamos falando, e nem nós sabemos os sinais que eles fazem”, analisou a aluna Ilma Gomes.

A professora Michelle falou da importância de todas as instituições educacionais que possuem em seu quadro discente crianças e jovens especiais, se comprometa com a inclusão plena destes ao ambiente e que as experiências aprendidas a cada dia na escola Dr. Eloy Werner seja transferida às outras escolas: “A escola tem dado os primeiros passos para se tornar uma escola inclusiva, pois inclusão não se faz apenas com acessibilidade e professores capacitados, mas também por um ambiente agradável em que as crianças tenham condição de interagir com todos e para que isso ocorra é preciso vencer preconceitos e dar condição a todos os alunos de aprender a língua de sinais”, concluiu.
Aluno Surdo Roney juntamente com outro colega ensinando o alfabeto em Libras (E). Aluna Neura em dinâmica em grupo (D)
(Fotos: Divulgação)
Profª Laura Angélica Oliveira de Paula (E). Aluno Wallace Brito da Silva
(Fotos: Divulgação)

Com informações TEMPO+ (tempomais.com)
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Banda do 11º BPM apresenta alvorada em Realeza

(Foto: E. C. Sette / TEMPO+)
Realeza - “Um momento histórico para a população da comunidade de Realeza”, dizia um morador do distrito de Realeza, após a passagem da banda pelas ruas da comunidade. O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (6), véspera do aniversário da Independência do Brasil. Às 6h10 a população foi acordada pela Alvorada da Banda de Música do 11º Batalhão de Polícia Militar de Manhuaçu.

Evento foi realizado através do convite feito pelo diretor da Escola Estadual Dr. Eloy Werner, Júlio Caetano Dias, para comemorar a Semana da Pátria com os estudantes daquela instituição de ensino. “Foi um evento histórico para a comunidade de Realeza e pegou a população de surpresa. Mas foi uma surpresa agradável que todos elogiaram. Pelo que os moradores mais antigos me passaram, nunca houve uma alvorada da Banda de Música do Batalhão de Manhuaçu aqui no distrito. Nós da direção da Eloy Werner aproveitamos o programa “Pra Ver a Banda Passar” que faz parte das comemorações do 50º aniversário do 11º BPM e decidimos realiza-lo em Realeza na Semana da Pátria”, explicou o diretor Júlio Caetano.

Os integrantes da banda começaram sua apresentação próximo à rodovia BR-262 e seguiram pelas principais ruas da região central do distrito, até o portão de entrada da escola, onde continuaram a apresentação enquanto recebiam os estudantes. E dentro do estabelecimento de ensino, os estudantes se concentraram para a execução do Hino Nacional.

A surpresa agradável que o diretor da escola destacou foi evidenciada ao longo da manhã na comunidade, com todos comentando o evento.

Pra Ver a Banda passar

Para as comemorações do 50º aniversário de instalação do batalhão em Manhuaçu, entre as diversas atividades, está o projeto “Pra ver a Banda Passar”, com a alvorada musical acontecendo em diversos bairros de Manhuaçu e já contemplando os distritos de São Pedro do Avaí e Realeza. De acordo com o regente da Banda de Música do 11º BPM, tenente Adilson Junior Rodrigues, o programa pretende atender até o final deste ano todas as comunidades do município. Ele destacou o fato da atividade cultural, através da música, ter a capacidade de promover a socialização dos jovens.

“Este programa é realmente para resgatar o trabalho das bandas de música, como forma de enaltecer o trabalho da Polícia Militar em toda nossa região, para que as pessoas tenham a arte e a cultura musical como atividade, já que ela é muito importante para o resgate de nossas crianças e adolescentes, através da inclusão e socialização”, disse o regente.

O repertório da Banda de Música do 11º BPM é bastante variado, apresentando desde os arranjos tradicionais de uma banda militar, até temas atuais que tocam nas rádios e que caem no gosto dos jovens. As crianças e adolescentes aplaudiam entusiasticamente ao término de cada apresentação. As mais jovens, que estão acostumadas a presenciar somente o trabalho de segurança pública dos policiais, comentavam entre si pela novidade de ver militares em uma apresentação deste tipo.

“Para nós músicos e principalmente, como policiais militares, é uma satisfação muito grande esta atenção e admiração transmitida pelos jovens. A Polícia Militar, diante do dever que ela tem na área de segurança pública, dentro do sistema de defesa social, tornam as pessoas retraídas, até mesmo em função da farda. E muito pelo contrário, a PM hoje trabalha muito ao lado do cidadão. Quem faz hoje com que o trabalho que realizamos seja positivo, certamente é a comunidade. Numa apresentação como esta, nós vemos as crianças e os adolescentes envolvidos com a atividade, cantando as músicas que a banda toca. Isso é interagir e fazer segurança pública”, destacou o tenente Adilson ao final da apresentação.
(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)
(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

(Fotos: E. C. Sette / TEMPO+)

Com informações TEMPO+ (tempomais.com)
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Pró-Reitor explica próximos procedimentos para instalação do Instituto Federal de Manhuaçu

Etienne Beirão Friedrich em visita recente a Manhuaçu
(Foto: E. C. Sette / Diário de Manhuaçu)
Manhuaçu - Etienne Beirão Friedrich, Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IFSudesteMG), se posicionou sobre alguns questionamentos que lhe foram apresentados pela reportagem e explicou os procedimentos que acontecerão nos próximos meses para a efetivação do Campus Manhuaçu, que será o novo campus avançado daquela instituição de ensino. Ele passou detalhes sobre os processos licitatórios que estarão acontecendo até a conclusão das obras e sua inauguração, no espaço doado pela Administração Municipal e que está localizado no distrito de Realeza.

Etienne explicou que um investimento assim necessita não de apenas uma, mas várias ações interdependentes que demandam licitações diferentes de acordo com as etapas da construção e que a primeira delas, referente à sondagem do terreno já está sendo executada no local por empresa contratada pela instituição federal. Segundo o pró-Reitor, este processo de investigação do subsolo é condicionante para se projetar ou escolher o tipo de fundação apropriado para cada uma das edificações previstas nos projetos arquitetônicos e de urbanização. Em paralelo, o IFSudesteMG está executando os termos de referência que irão compor os demais processos licitatórios, como alocação do projeto e detalhamentos, projeto e execução da terraplanagem, cálculo de fundação, bem como a execução das obras.

No total, a obra requer projeto arquitetônico, estrutural, rede elétrica e de dados, água e esgoto entre outros (salas de aula, laboratórios convencionais, biblioteca, área administrativa, área esportiva, etc.); projeto arquitetônico e estrutural para laboratórios específicos (algumas modalidades de cursos exigem laboratórios com características diferenciadas); projeto urbanístico (alocação do projeto e detalhamentos); projeto de terraplanagem e por fim, a execução dos projetos (terraplanagem, edificações e urbanização).

O IFSudesteMG pretende utilizar o Campus Manhuaçu, como referência, com um projeto padrão desenvolvido para atender unidades acadêmicas da Rede Federal de Educação Ciência e Tecnologia.

Etienne destacou, porém, que a instituição federal possui algumas preocupações com a execução da obra, já que ainda não foram licitados os projetos urbanístico e consequentemente o de terraplanagem. A explicação é que com a aproximação do período de chuvas, a execução da terraplanagem poderá ser comprometida ampliando o prazo necessário para conclusão das obras.

Sede provisória

Os coordenadores do IFSudesteMG estiveram algumas vezes em Manhuaçu para apresentar detalhes da obra e visitaram a comunidade de Realeza para procurar um espaço que pudesse abrigar a instituição, para que pudesse funcionar em caráter provisório até a conclusão da obra do Campus Manhuaçu. O objetivo seria a possibilidade de o IFManhuaçu estar administrando cursos já a partir de 2014.

Em 12 de junho, eles estiveram reunidos com o diretor Júlio Caetano Dias nas dependências da Escola Estadual Dr. Eloy Werner, para estudarem uma parceria entre as duas instituições de ensino. Naquela reunião estiveram presentes o próprio Etienne Beirão Friedrich, também Rui Gonçalves, diretor de Extensão, Weyder Alves Finamore, diretor de Expansão Institucional, Eduardo Cotrim, secretário municipal de Agricultura e Mayra Gomes Cerqueira, assessora da Secretaria Municipal de Educação.

Etienne explicou à reportagem que naquela oportunidade o IFSudesteMG verificava que independentemente da cessão de algumas salas de aula pela escola, ainda precisaria buscar em suas proximidades um local para instalação provisória de uma sede administrativa. E para isso estão concluindo processo licitatório que permitirá obter uma avaliação oficial, como exigência legal, para locação de algum imóvel que atenda as necessidades da instituição federal.

Autoridades presentes durante avaliação
das dependências do DNIT

(Foto: Divulgação: Secr. de Comunic. de Manhuaçu)
DNIT de Realeza

O pró-Reitor informou que durante estas ações para escolha do local que funcionará o Campus Manhuaçu em caráter provisório, surgiu a possibilidade de ser utilizada a antiga sede e almoxarifado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Realeza. Segundo ele, o local necessita de obras de reformas e adaptações, mas a área de sete mil metros quadrados atende perfeitamente às necessidades iniciais da instituição.

Foi avaliada toda a estrutura que poderá, inicialmente, servir como reitoria e também para ministrar as aulas. O espaço possui seis salas amplas e oferecerá total comodidade após a reforma para iniciar as atividades. O imóvel está desocupado e de acordo com Etienne Beirão, já foi solicitada sua posse junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

No dia 19 deste mês, o Reitor do IFSudesteMG Paulo Rogério Araújo Guimarães, Etienne Beirão, Rui Gonçalves e Weyder visitaram novamente o distrito para avaliar a área do DNIT. Eles foram acompanhados pelo prefeito de Manhuaçu, Naílton Cotrim Heringer (PDT), pelos secretários municipais de Agricultura, Eduardo Heringer, de Educação, Gelvânia Marques, de Trabalho e Desenvolvimento Social, Macilon Breder, pela diretora da Superintendente Regional de Ensino (SRE) de Manhuaçu, Patrícia Luciene Fialho e pelo vereador por Realeza, Jânio Garcia Mendes (PTB).

Etienne Beirão transmitiu à reportagem que os coordenadores do IFSudesteMG já estão aguardando a liberação de vagas para realização dos concursos para contratação de servidores para atuarem no Campus Manhuaçu. Para isso, segundo ele, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) ligada ao Ministério da Educação (MEC) já acenou positivamente com esta perspectiva e eles aguardam para o mês de setembro uma confirmação.

E por fim, o pró-Reitor informou que a coordenação do instituto federal está analisando os arranjos produtivos de Manhuaçu e região para elaborar uma proposta de possíveis cursos a serem ofertados. Para isso, Etienne Beirão comunicou que oportunamente tal proposta deverá ser apresentada em audiência pública para avaliação da comunidade manhuaçuense, para que ela possa também oferecer sugestões.



TEMPO+ com informações do jornal Diário de Manhuaçu
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